Ilhas Faroé

Localizam-se entre a Escócia e a Islândia e, mesmo não tendo praias de areias douradas ou palácios e mosteiros em abundância, as Ilhas Faroé são, cada vez mais, uma atração para os turistas. A mescla entre a Natureza e uma cultura em que a proximidade e a vizinhança falam mais alto, a mistura entre as escarpas e as planícies, a abundância de espécies animais e a possibilidade de saborear as belas paisagens naturais têm tornado o turismo um importante setor neste território pertencente à Dinamarca mas que, ano após ano, se tem vindo a tornar mais autónomo.
No total, as Faroé são 18 ilhas principais e um conjunto de outras menores, desabitadas. Das 18 ilhas mais conhecidas apenas Litla Dímun não é habitada. A morfologia acidentada, os profundos fiordes, os lagos e os picos montanhosos são característicos da geografia da totalidade das ilhas. Streymoy é a maior das ilhas e conhecida como a ?ilha das correntes?. Dois grandes fiordes, diversos lagos, vários trilhos por onde se pode caminhar e conhecer a ilha, pequenas povoações com construções tradicionais, ainda dos tempos da invasão viking, fazem as delícias dos turistas que passam por esta ilha, onde encontramos a capital do território, Tórshavn.
As casas coloridas, que dão um ar pitoresco ao local, o porto com saída para o Atlântico, os vários museus que contam a história das várias ilhas e a Península de Tinganês, onde se localiza o histórico parlamento (um dos mais antigos do mundo), com edifícios ainda do século XVI e XVII, fazem da capital um local imperdível. A tornar a cidade ainda mais atrativa está uma gente afetuosa, que gosta de mostrar os tesouros escondidos nos fiordes e nos pequenos mas verdejantes bosques da ilha.
O pico mais alto das Faroé localiza-se na segunda maior das ilhas, Eysturoy, que conta com 66 picos de montanha. Os belos fiordes, as povoações de Fuglafjorour, Runavík e Nes e a ponte que liga esta ilha a Streymoy, conhecida como a única sobre o Atlântico, são as grandes mais-valias da ilha, também com ligação fácil a Borooy, por túneis. As colunas rochosas, uma praia de areia escura, o Museu Histórico e sobretudo as duas colunas de basalto designadas de Rising og Kellingin (?o gigante e a bruxa?) marcam mais esta ilha e chama a si milhares de turistas anualmente.
Destacamos ainda a ilha de Borooy, com os seus promontórios elevados e as cinco montanhas. Foi a primeira ilha a ser habitada pelo homem, reza uma lenda local. Casas típicas, bosques, túneis e locais que são verdadeiros paraísos para os amantes da ornitologia fazem o bilhete-postal de mais esta ilha. O único aeroporto das Faroé localiza-se em Vagar, a mais ocidental das ilhas e que se assemelha à cabeça de um cão, dizem os habitantes. É nela que se encontram os dois maiores lagos do território, além de cascatas de rara beleza e rochedos caídos no mar. Trata-se de uma ilha bem verde, que tem merecido elogios por parte dos turistas que passam pelas Faroé.
Na comunidade internacional, apenas um dos aspetos culturais dos habitantes destas ilhas tem sido ferozmente criticado, a caça às baleias. Embora seja uma tradição ancestral e que serve, essencialmente, para alimentar algumas povoações, as imagens das baleias ensanguentadas na faixa costeira tem causado alvoroço entre os defensores dos direitos dos animais. Apesar disso, tem sido difícil à população perceber os motivos da revolta internacional.
À parte da caça à baleia, nada a apontar a este território que se adivinha se tornará independente da Dinamarca não tarda. A acontecer, será por certo um país com imensos chamarizes para os turistas, sobretudo os apreciadores da Natureza, das paisagens em que dominam os fiordes, dos amantes da observação de espécies de aves ou dos que gostam de caminhar por trilhos estreitos ou navegar por lagos profundos, sempre com visões sublimes do mundo natural.

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Área: 1.399 km²

População: 48.917

Capital: Tórshavn (12.620)

Per capita (US$): 50.300

Língua: Dinamarquês e Feroês

Religião: Cristianismo