Gronelândia

Com exceção dos Pólos Norte e Sul, a Gronelândia é normalmente a mancha branca que vemos nos mapas. O território, a maior ilha do mundo, é a segunda maior reserva de gelo e o branco é, efetivamente, a cor que marca este território que, embora sob domínio dinamarquês, tem desde 1979 alguma autonomia. Com 44 mil kms de costa, a Gronelândia tem poucos habitantes, se os compararmos com a imensidão do território, não chega aos 58 mil e habitam sobretudo na costa Sul, onde o clima é mais propício à sobrevivência.
Embora pouco habitada, a Gronelândia, delimitada a Norte pelo Oceano Glacial Ártico, a Leste pelo Mar da Gronelândia, a Sul pelo Atlântico e a Oeste pelo Mar Labrador e pela Baía de Baffin, começa a ser um destino turístico de eleição, sobretudo para os apreciadores dos desportos de neve e para quem admira paisagens praticamente intocáveis à mão humana.
A maior parte da população habita a faixa costeira a Sul, caraterizada pelas falésias e escarpas. Inuits, mestiços e descendentes de dinamarqueses são os povos que habitam estas terras geladas, que têm em Nuuk a capital. Trata-se da menor capital do mundo mas não fica nada a dever a muitas outras, em beleza. Cidade marcadamente industrial, Nuuk encontra-se na foz do Kangerlua Nuup, a 10 kms do Estreito de Davis, e tem como uma das principais curiosidades o facto de as casas serem pintadas de cores bem coloridas e garridas até, o que dá um toque especial à paisagem branca. Na capital podem ainda conhecer-se o porto, o Museu Nacional, o Museu Nacional de Arquivos ou o Centro Cultural Katuaq, onde se pode apreciar a Arte e Música típicas da região. 
Num território quase sem estradas, nem comboios, os barcos, helicópteros e trenós são os meios de transporte disponíveis para conhecer os tesouros da Gronelândia. Um dos mais importantes, Património Mundial da Humanidade desde 2004, é o Fiorde de Gelo Ilulissat, que percorre 40 km, culminando na Baía de Disko. O fiorde comporta 20 mil toneladas de gelo e é um testemunho único da última idade do gelo do período quaternário, sendo determinante para os estudos da glaciação e das mudanças climáticas.
Além desse incrível fiorde, outros podem ser vistos, a bordo de um barco ou, para os mais aventureiros, aos comandos de um simples caiaque. Explorar icebergues, passear de trenó puxado por cães, observar baleias, fotografar os tradicionais iglôs ou, quem sabe, observar um aurora boreal ou deliciar-se com o sol da meia-noite são algumas atividades ao dispor dos turistas que visitam o território e cujo número tem vindo a aumentar exponencialmente.
Ushuaia, a cidade mais a Norte do mundo, o Parque Nacional Northeast Greenland, o maior do mundo, a isolada e bela localidade de Kulusuk ou Thjodhild, onde ficava a primeira igreja do mundo moderno, são outros pontos de paragem obrigatórios numa viagem à branca Gronelândia, estranhamente chamada de ?terra verde?. A vegetação é, de facto, escassa, encontrando-se apenas numa pequena zona do extremo Sul, Nanortalik, perto do Cabo Farewell.
Apesar de pouco povoada, esta região do Globo é, sem dúvida, um apetecível destino de férias, sobretudo para turistas de espírito aventureiro. A paz e tranquilidade que oferecem os mares que ladeiam os enormes icebergues podem proporcionar momentos de pura abstração do mundo. Mais animado é um dos principais eventos da Gronelândia, o Festival do Retorno do Sol, que marca o fim das noites intermináveis e que garante, certamente, mais um momento único aos visitantes da Gronelândia.

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Área: 2.166.086 km²

População: 57.564

Capital: Nuuk (16.181)

Per capita (US$): 37.517

Língua: Inglês, Dinamarquês e Gronelandês

Religião: Cristianismo